A mulher de 37 anos que confessou ter matado um casal de idosos em um apartamento no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, vendeu joias e celulares das vítimas por R$ 3,3 mil, segundo informou a Polícia Civil de Minas Gerais. A suspeita, identificada como Paola Stefany Neto Cirino, foi presa nesta quinta-feira (2) em Itabira, na Região Central do estado.
De acordo com o delegado Felipe Freitas, a investigação ainda não conseguiu identificar todos os objetos levados do apartamento nem estimar o valor real dos bens furtados.
“A família ainda não conseguiu confirmar exatamente o que foi levado. Sabemos de alguns relógios, anéis, braceletes de ouro e colares, além dos celulares das vítimas. O valor total dos itens também é desconhecido. Mas sabemos que ela vendeu tudo na Praça 7, em BH, pelo valor de R$ 3.300”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, Paola trabalhava como diarista para o casal havia cerca de três meses e confessou os assassinatos durante as investigações.

Polícia aponta motivação financeira
As apurações indicam que a suspeita acumulava dívidas relacionadas a apostas. Ainda conforme a Polícia Civil, familiares chegaram a pagar cerca de R$ 40 mil a um agiota para ajudá-la a quitar os débitos.
Para os investigadores, a principal linha de apuração aponta que a motivação do crime foi financeira.
O casal de idosos foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava no último domingo (29). Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e a saída da diarista do prédio no dia em que os homicídios teriam ocorrido, reforçando as suspeitas contra ela.
Defesa diz que responderá durante o processo
Em nota, a defesa de Paola Stefany Neto Cirino informou que apresentará seus argumentos “no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo”.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar a totalidade dos bens levados da residência.
Fonte: G1



