Trump admite pedir revisão de expulsão na Copa e chama árbitro brasileiro de ‘suspeito’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que solicitou à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a partida da seleção norte-americana contra a Bósnia e Herzegovina, pela Copa do Mundo. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca.

Questionado sobre o caso, Trump afirmou que apenas pediu uma revisão da decisão por considerar que a expulsão foi injusta e negou ter interferido na condução da competição. Segundo ele, a decisão final coube ao comitê da Fifa.

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.

O lance foi conduzido pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun aos 18 minutos do segundo tempo após revisar a jogada no VAR. O atacante recebeu cartão vermelho por um pisão no tornozelo do jogador Muharemovic.

Além de contestar a marcação, Trump fez críticas diretas ao árbitro brasileiro e insinuou, sem apresentar provas, que haveria irregularidades envolvendo seu histórico.

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“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.

Bélgica questiona decisão da Fifa

A decisão de revogar o cartão vermelho também provocou reação da Federação Belga de Futebol. A Bélgica, adversária dos Estados Unidos nesta segunda-feira (6) pelas oitavas de final da Copa do Mundo, informou que pretende contestar a elegibilidade de Balogun para a partida.

Em nota, a entidade afirmou que ainda não recebeu da Fifa a decisão oficial nem qualquer justificativa sobre a anulação da expulsão. Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa determina que um cartão vermelho gera suspensão automática para o jogo seguinte, regra aplicada em todas as expulsões anteriores do torneio.

A entidade belga também sustentou que a liberação do atacante contraria o Artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo de 2026, destacando que essa interpretação foi reforçada pela própria Fifa em circulares e reuniões oficiais realizadas antes das partidas.

Sob o argumento de preservar os princípios do fair play e os direitos das seleções participantes, a federação informou que está avaliando todas as medidas possíveis relacionadas ao caso.

Mais cedo, a União Europeia e a Uefa também criticaram a decisão da Fifa de anular o cartão vermelho após o pedido feito por Trump.

Trump e Pochettino comemoram decisão

Nas redes sociais, Trump comemorou a reversão da punição aplicada ao atacante norte-americano.

“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”, escreveu.

O técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, também elogiou a decisão durante entrevista coletiva realizada no domingo (5).

“Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto”, afirmou o treinador argentino.