Homem é preso na Bahia suspeito de atrair crianças com doces e brinquedos para cometer abusos

Um homem de 47 anos foi preso em Itabuna, no sul da Bahia, suspeito de utilizar doces, lanches e brinquedos para atrair crianças e adolescentes até sua residência, onde teria cometido abusos sexuais. A prisão ocorreu no sábado (11), após uma denúncia de abuso sexual e aliciamento de menores mobilizar a Polícia Militar da Bahia, o Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e a Ronda Escolar.

Segundo informações da emissora local Santa Cruz, o suspeito foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável. O nome dele não foi divulgado pelas autoridades.

A denúncia chegou às forças de segurança por meio de relatos anônimos. De acordo com testemunhas, o homem era chamado de “tio” pelas vítimas e teria criado uma relação de proximidade com as crianças para facilitar a aproximação. Entre as possíveis vítimas está um adolescente com autismo.

Cinco crianças foram encontradas na casa do suspeito

Quando equipes do 15º Batalhão da Polícia Militar chegaram ao imóvel localizado no bairro Santa Inês, em Itabuna, o suspeito estava acompanhado de cinco crianças.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todas foram retiradas do local e encaminhadas para acolhimento pelo Conselho Tutelar. O homem foi levado para a 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), onde permaneceu preso após a autuação.

As crianças e adolescentes encontrados na residência foram encaminhados para exames de corpo de delito. Os laudos periciais serão anexados ao procedimento investigativo, que seguirá para análise da Vara da Infância e Juventude de Itabuna.

Conselho Tutelar aponta nove possíveis vítimas

Segundo o Conselho Tutelar, nove vítimas já foram identificadas durante as apurações iniciais. Conforme as informações divulgadas, três delas teriam sido vítimas de abuso na sexta-feira (10), um dia antes da prisão.

No sábado (11), outras seis possíveis vítimas foram identificadas pelas autoridades.

A Polícia Civil da Bahia informou que foram expedidas guias para a realização dos exames periciais e que o suspeito permanece à disposição da Justiça.

A corporação afirmou ainda que outros detalhes da investigação não serão divulgados neste momento, em respeito às determinações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e para não comprometer o andamento das diligências.

Fonte: EXTRA