Técnica presa por tentar sequestrar bebê mantinha quarto de recém-nascido e dizia estar grávida, aponta polícia

A técnica de enfermagem presa preventivamente por suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), mantinha um quarto preparado para receber um bebê e dizia aos familiares que estava grávida. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, responsável pelas investigações do caso.

Durante o cumprimento das diligências, os investigadores encontraram na residência da suspeita um ambiente equipado com berço, banheira, fraldas e roupas infantis, reforçando a versão apresentada por parentes de que ela afirmava estar esperando um filho.

Segundo a polícia, familiares disseram acreditar na gravidez da mulher, embora ela nunca tenha apresentado exames ou qualquer documento que comprovasse a gestação.

“A gente conseguiu constatar que realmente havia fraldas, roupinhas de bebê, banheira e berço. Todos os parentes disseram que acreditavam que ela estava grávida. Apesar de, em retrospectiva, ela não ter mostrado nenhum exame ou nada do tipo”, afirmou um dos responsáveis pela investigação.

Como ocorreu a tentativa de sequestro

O caso aconteceu dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, a maior maternidade pública do Piauí.

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De acordo com a Polícia Civil, a técnica de enfermagem, que estava de folga no dia do ocorrido, pegou a recém-nascida alegando que a levaria para realizar exames de rotina.

A ação foi interrompida após a tia da bebê desconfiar da atitude da funcionária e impedir que ela deixasse o hospital. A criança foi localizada escondida dentro de uma bolsa.

A suspeita não foi presa em flagrante porque a comunicação do crime ocorreu posteriormente. Diante das investigações, a Justiça decretou sua prisão preventiva.

Após a repercussão do caso, familiares internaram a investigada em uma clínica psiquiátrica. Assim que recebeu alta médica, ela foi presa por policiais que aguardavam sua liberação.

Em depoimento, a técnica de enfermagem exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Defesa cita quadro psiquiátrico

Em nota, a defesa informou que a investigada foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.

Apesar da alegação, a Polícia Civil informou que, até o momento, não existem elementos que indiquem incapacidade penal da suspeita.

“Por mais que esse crime realmente seja extremamente incomum, nós não trabalhamos com essa hipótese de insanidade mental, a ponto de afastar a responsabilidade do que ela fez”, afirmou um dos investigadores.

As investigações também concluíram, até o momento, que a técnica de enfermagem agiu sozinha. Ela responde por tentativa de sequestro de menor de idade, crime cuja pena prevista é de dois a oito anos de prisão.

Fonte: FANTÁSTICO