O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito. A declaração foi feita neste sábado (18), durante o 10º Encontro Nacional do partido, realizado em São Paulo.
Segundo Zema, os recursos obtidos com a venda das duas estatais seriam destinados exclusivamente a investimentos em infraestrutura, como rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, e não ao custeio das despesas do governo federal.
“Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não é para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias, portos pelo país inteiro. Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta a sua riqueza como um país atrasado”, declarou.
O ex-governador de Minas Gerais afirmou que a privatização faz parte da terceira missão de um eventual governo, definida por ele como a etapa de “virar a chave do crescimento e da prosperidade”. De acordo com o pré-candidato, o plano inclui a redução dos gastos públicos, a diminuição da dívida e a queda dos juros como forma de estimular a economia.

Durante o evento, Zema também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o país não suportaria mais um mandato do atual presidente e relacionou a situação econômica às dificuldades enfrentadas por trabalhadores e empresários.
“O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula, mais quatro anos em que o trabalhador precisa ter dois empregos para poder fechar a conta no fim do mês, enquanto o empreendedor passa a noite em claro, fazendo conta para poder não fechar as portas do seu negócio, para não ser esmagado por esses juros altos que estão matando todos nós aqui”, afirmou.
O pré-candidato também criticou as políticas de cotas e o que chamou de “doutrinação progressista nas escolas”.
“O Brasil não aguenta mais 4 anos de políticas de cotas que enxergam primeiro a cor da pele e só depois a cor das pessoas. De doutrinação progressista nas escolas. De um governo que reduz a nossa família cristã a uma caricatura do atraso e da ignorância”, disse.
Na área da segurança pública, Zema prometeu enquadrar facções criminosas como organizações terroristas, utilizar as Forças Armadas na retomada de territórios dominados pelo crime organizado e estabelecer pena mínima de 25 anos para crimes praticados por integrantes dessas organizações.
Em relação ao Judiciário, o pré-candidato voltou a fazer críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Zema afirmou que pretende formar maioria no Senado para aprovar um eventual impeachment de Alexandre de Moraes. Também defendeu o fim das decisões monocráticas, a extinção do foro privilegiado e a proibição de parentes de ministros atuarem como advogados nos mesmos tribunais.
Fonte: G1



