Atlético-MG empata com o Bahia e evidencia carência de reforços para o restante da temporada

O Atlético-MG voltou a mostrar dificuldades dentro de campo ao empatar por 1 a 1 com o Bahia, na Arena MRV, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O resultado reforçou a oscilação da equipe ao longo dos 90 minutos e expôs a falta de opções no elenco para manter o desempenho durante a partida, aumentando a preocupação para a sequência da temporada.

Assim como em jogos anteriores, o Galo começou a partida com intensidade, criou boas oportunidades e controlou as ações no primeiro tempo, mas voltou a perder rendimento após o intervalo e encontrou dificuldades para sustentar a vantagem.

O Bahia demorou para levar perigo, enquanto o Atlético criou as principais chances com Cuello, Bernard e Cassierra. Apesar do volume ofensivo, a equipe mineira desperdiçou oportunidades. Aos poucos, o time baiano passou a aproveitar erros defensivos do adversário. Primeiro, após um passe errado de Lyanco, e depois em uma jogada pelo lado esquerdo, exigindo boas defesas do goleiro Everson.

Com maior posse de bola e mais organização em campo, o Atlético foi premiado nos acréscimos da etapa inicial. O zagueiro Ruan Tressoldi marcou de cabeça, explorando uma das principais armas da equipe: a bola aérea.

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Na volta do intervalo, porém, o panorama mudou. O Bahia aumentou a intensidade e passou a controlar mais as ações, enquanto o Atlético reduziu o ritmo e recuou suas linhas de marcação, permitindo que os visitantes ocupassem mais espaços no campo ofensivo.

O empate surgiu após uma falha de Ruan Tressoldi, que perdeu a posse de bola na defesa. No lance, Lyanco não conseguiu conter Ademir, que aplicou a chamada “lei do ex” e marcou após receber cruzamento de Nestor.

Mesmo buscando reagir, o Atlético voltou a esbarrar em uma limitação já observada ao longo da temporada: a falta de alternativas no elenco. Atuando pelo lado esquerdo da defesa, Lyanco ainda demonstra dificuldades de adaptação à função. O recém-contratado Léo Duarte também atua preferencialmente com o pé direito, enquanto Vitor Hugo é o único zagueiro canhoto disponível no grupo. Apesar disso, o clube não pretende contratar outro jogador para a posição.

A carência de opções também aparece no meio-campo, onde Tomás Pérez é o único volante com características de primeiro marcador.

No setor ofensivo, Cassierra desperdiçou três oportunidades claras, incluindo uma finalização da entrada da área em que teve tempo e espaço para concluir, mas chutou sem força. Sem alternativas no banco, o técnico Eduardo Domínguez não conseguiu mudar o panorama da partida. Após o jogo, o treinador confirmou que a diretoria trabalha para contratar um centroavante nesta janela de transferências.

As substituições realizadas durante o segundo tempo também não alteraram o esquema tático nem deram novo ritmo ao time. Pelo contrário, a equipe perdeu força e terminou pressionada pelo Bahia, que ainda acertou a trave e criou outras oportunidades até o apito final.

O empate aumentou a insatisfação da torcida atleticana. Ao fim da partida, torcedores presentes na Arena MRV protestaram contra a família Menin, acionista majoritária da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.

Enquanto os controladores da SAF sinalizam que não pretendem fazer grandes investimentos, o desempenho dentro de campo reforça a necessidade de reforços para que o Atlético-MG consiga competir nas três competições que disputa nesta temporada.

Fonte: GE