Empresário é denunciado por morte de nutricionista em acidente e MP cobra indenização de R$ 100 mil

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o empresário Murilo Rabello Abite, de 26 anos, pela morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, em um acidente de trânsito no Guarujá, no litoral paulista. O órgão acusa o jovem de homicídio culposo e lesão corporal culposa após apontar que ele dirigia embriagado o veículo que bateu contra um poste na Avenida Leomil, no bairro Pitangueiras.

Segundo informações apuradas pelo g1, oito pessoas estavam no carro no momento do acidente. A colisão aconteceu na noite de sábado (18), quando o grupo retornava de uma festa realizada no Centro de Santos (SP). Conforme a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os demais ocupantes tiveram apenas ferimentos leves.

A Polícia Civil informou que busca identificar todos os passageiros, já que somente quatro deles compareceram à delegacia após o acidente.

Murilo foi preso em flagrante após se recusar a realizar o teste do bafômetro. A embriaguez foi confirmada por meio de exame pericial realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). Na última segunda-feira (20), a Justiça de Guarujá concedeu liberdade provisória ao empresário após o pagamento de fiança no valor de R$ 8.105, equivalente a cinco salários mínimos.

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A denúncia do MP-SP foi apresentada pela Promotoria de Guarujá na mesma data. De acordo com o órgão, o acidente ocorreu “em razão da influência de álcool” e do “comprometimento da capacidade psicomotora” do motorista.

Para a Promotoria, Murilo agiu com imprudência e negligência ao conduzir o veículo sob efeito de álcool e ao permitir que passageiros do banco traseiro circulassem sem o uso do cinto de segurança. O Ministério Público pediu que ele seja condenado pelos crimes de homicídio culposo pela morte de Daniella e lesão corporal culposa contra outra passageira ferida.

Além da responsabilização criminal, o MP-SP solicitou à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros da nutricionista. Para a outra vítima ferida no acidente, o pedido é de uma reparação de pelo menos três salários mínimos, valor estimado em cerca de R$ 4,8 mil.

A Justiça ainda não analisou a aceitação da denúncia, portanto Murilo ainda não é considerado réu no processo. Procurada pelo g1, a defesa afirmou que o empresário ainda não foi formalmente citado sobre a acusação.

O advogado Marco Magalhães, responsável pela defesa do jovem, informou que a denúncia está sendo avaliada e que a manifestação será apresentada posteriormente nos autos.

Segundo o relato de Murilo, ele havia consumido aproximadamente duas cervejas durante a festa e aguardado algumas horas antes de retornar ao Guarujá, período em que teria bebido água. Ele afirmou que era amigo de Daniella e que ofereceu carona à nutricionista para levá-la até sua residência.

O empresário declarou que perdeu o controle do veículo ao passar por um buraco na Avenida Leomil, próximo à casa da jovem, e disse não se lembrar do que ocorreu depois. Ele também não informou inicialmente sobre os demais ocupantes do carro, mas a Polícia Civil recebeu a informação de que havia passageiros no banco traseiro sem cinto de segurança, incluindo Daniella.

Conforme o relatório médico do hospital para onde a nutricionista foi levada, a morte foi causada por um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave e choque hemorrágico. As circunstâncias do acidente e da morte ainda são investigadas pela Polícia Civil.

Além da fiança, a Justiça determinou medidas cautelares para Murilo, incluindo o comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades, a proibição de deixar a comarca ou mudar de endereço sem autorização prévia e a suspensão da carteira de habilitação para dirigir veículos automotores.

Fonte: G1