O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que aceitará o resultado das eleições deste ano, mas voltou a defender mudanças para ampliar a transparência e a segurança do processo eleitoral. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, exibida neste domingo.
Segundo o senador, ele disputará o pleito seguindo as regras estabelecidas e acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuará de forma imparcial durante a eleição.
“Eu vou aceitar (o resultado da eleição). Vou concorrer com essas regras, e tenho certeza que o TSE, diferente do de 2022, vai ser um TSE imparcial e vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência, porque o maior interessado em que as eleições aconteçam com essa normalidade é o próprio TSE”, declarou.
A fala ocorre semanas após Flávio Bolsonaro citar uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras durante um encontro com representantes diplomáticos estrangeiros. Na ocasião, o candidato pediu que os países enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar a votação de outubro.
O parlamentar mencionou informações incorretas envolvendo uma empresa venezuelana citada em documentos da CIA divulgados pela gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. O episódio remete ao histórico de críticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro, que contribuíram para sua condenação à inelegibilidade após uma reunião com embaixadores em que atacou o modelo de votação do país.

Durante a entrevista deste domingo, Flávio voltou a defender que o TSE aumente os mecanismos de transparência relacionados aos equipamentos utilizados nas eleições. Confrontado com a informação de que a empresa venezuelana nunca produziu urnas eletrônicas usadas no Brasil, o senador reiterou que sua cobrança é por mais garantias ao processo.
“Só estou cobrando que o TSE imponha mais camadas de transparência”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Estou pedindo apenas para colocar mais camadas de segurança (nas urnas eletrônicas).”
O candidato também classificou sua campanha presidencial como uma “candidatura de protesto”, em referência ao que chamou de perseguição contra seu pai, Jair Bolsonaro.
Flávio ainda comentou as negociações para definir o nome que ocupará a vice-presidência em sua chapa. Segundo ele, as conversas continuam e a decisão deverá ser tomada até o dia 5 de agosto.
“As conversas continuam. A gente tem essa data até 5 de agosto para tomar uma decisão. Todo mundo sabe da minha preferência por indicar uma mulher que seja preparada, que agregue a essa chapa”, afirmou.
Fonte: G1



