Mãe identifica sinais de AVC em filho de 7 anos após pesquisar sintomas no ChatGPT

Uma mãe de 27 anos afirma ter reconhecido sinais de um possível AVC no filho de 7 anos após pesquisar os sintomas no ChatGPT, na Inglaterra. Junior Far, morador de Portslade, apresentou fraqueza e formigamento no lado esquerdo do corpo durante uma aula de natação, em 12 de maio, o que levou Evangelynne Williams a procurar atendimento médico imediatamente.

No hospital, Junior foi submetido a testes simples, mas não realizou exames de imagem. Segundo a mãe, a equipe médica orientou que ele retornasse caso os sintomas aparecessem novamente.

— Eles fizeram alguns testes simples com os dedos dele, não fizeram nenhuma tomografia nem nada, e depois nos mandaram para casa — relatou Evangelynne à revista People.

Cerca de seis semanas depois, em junho, o estado do menino piorou de forma acentuada. Junior acordou passando mal, com náuseas e vômitos, e foi levado novamente ao hospital.

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Durante o atendimento, o quadro se agravou rapidamente. Ele não conseguia andar nem sustentar o próprio peso, permanecia com os olhos fechados, babava e apresentava comportamento delirante.

— Ele estava muito delirante. Ele ria, não conseguia andar nem sustentar o próprio peso. Seus olhos estavam fechados. Ele não reagia de forma alguma — contou a mãe.

Evangelynne afirma que insistiu com a equipe médica que o filho não estava apenas indisposto. Mesmo assim, Junior permaneceu inicialmente na espera do pronto-socorro infantil e recebeu medicamentos contra náuseas.

A situação mudou após a chegada da avó do menino, que pressionou a equipe médica. Junior foi então encaminhado à sala de reanimação, onde os médicos identificaram que ele havia sofrido um AVC.

O garoto passou por uma cirurgia para a retirada de coágulos do cérebro e permaneceu cerca de três semanas em coma induzido.

Após receber alta, Junior voltou a andar e falar. No entanto, sofreu danos cerebrais que afetaram seu desenvolvimento.

Desde o episódio, Evangelynne compartilha a história do filho como forma de alertar outras famílias sobre a dificuldade de reconhecer os sinais de AVC em crianças.

Fonte: OGLOBO