Três homens acusados de participar do chamado “Golpe do Motel” foram presos nesta segunda-feira (21) por policiais civis da 1ª Delegacia Antissequestro (DAS), em uma operação na região do Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a investigação, o grupo fotografava veículos na saída de estabelecimentos e usava as imagens para ameaçar os condutores com a divulgação das fotos a familiares.
As prisões ocorreram após o cumprimento de mandados de prisão temporária contra suspeitos de integrar o esquema. As investigações começaram depois que uma vítima procurou a polícia e relatou estar sendo extorquida desde janeiro de 2025.
De acordo com o depoimento, o homem recebeu por um aplicativo de mensagens uma fotografia de seu automóvel deixando um motel na região da Ponte do Limão, na Zona Norte da Capital. Na sequência, os criminosos exigiram dinheiro para não encaminhar a imagem aos familiares da vítima.
A apuração da Polícia Civil apontou que os suspeitos montavam campanas nas proximidades dos estabelecimentos para fotografar os veículos que deixavam os locais. Com as placas registradas nas imagens, eles buscavam dados dos proprietários e informações sobre parentes para aumentar a pressão durante as ameaças.

O delegado Eduardo Bernardo Pereira, da 1ª Delegacia Antissequestro, explicou que a estratégia combinava a obtenção das imagens com a identificação das vítimas.
“Eles tiravam fotos da pessoa saindo do motel, com a placa do carro, e depois pediam dinheiro para não divulgar aquelas imagens aos familiares”, afirmou Pereira.
Segundo a polícia, o grupo também tinha uma divisão de tarefas. Os integrantes atuavam em diferentes etapas do esquema, desde as ameaças diretas às vítimas até a movimentação dos valores obtidos por meio das extorsões.
Os suspeitos têm 24, 25 e 28 anos. O homem mais velho já possuía histórico criminal por roubo. Os três permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil orienta que pessoas vítimas desse tipo de chantagem não façam pagamentos. A recomendação é preservar mensagens, fotografias, registros de conversas e demais informações que possam servir como prova e procurar a delegacia mais próxima.
“Se pagar, a tendência é ficar pior. Eles vão achar que conseguem cometer esse crime, conseguir a vantagem ilícita e sair impunes”, completou o delegado Eduardo Bernardo Pereira.



