O Bosque Maia recebeu, na sexta-feira (18) e no sábado (19), uma mostra especial pelos 65 anos do Conservatório Municipal de Artes de Guarulhos. O evento reuniu cerca de 4 mil pessoas e levou ao palco diferentes gerações de músicos, além de revelar a diversidade de repertórios e projetos desenvolvidos pela instituição ao longo de sua trajetória.
A programação reuniu crianças, jovens, adultos e idosos em apresentações que mostraram a música como ferramenta de aprendizado, convivência e expressão artística. Alunos a partir dos 7 anos dividiram o palco com músicos com mais de 80 anos, criando um encontro entre diferentes gerações e etapas de formação.
A diversidade musical esteve entre os principais destaques da mostra. O público acompanhou apresentações de música de concerto e manifestações da cultura popular brasileira, com repertórios que passaram pela viola caipira e pela música sertaneja de raiz, além de choro, samba, jazz e MPB. Rock, pop e trilhas cinematográficas também fizeram parte da programação.
Nos dois dias, o palco recebeu grupos de cordas, violões, guitarras, percussão e metais, além de conjuntos vocais e formações orquestrais. A variedade de apresentações funcionou como um retrato da multiplicidade de linguagens musicais presentes no cotidiano pedagógico do Conservatório Municipal de Artes.

O encontro entre repertórios tradicionais e manifestações contemporâneas também evidenciou a atuação da instituição na preservação e transmissão da cultura. Diferentes gêneros, práticas e conhecimentos musicais construídos ao longo de gerações encontraram espaço para continuidade, renovação e circulação.
Um dos momentos de destaque foi a apresentação do Grupo Música do Silêncio, projeto voltado à inclusão e formado por alunos com deficiência. Com mais de 20 anos de trajetória, o grupo utiliza a prática musical como instrumento de aprendizagem, autonomia, convivência e expressão artística.
A participação do projeto reforçou a acessibilidade como parte da formação cultural oferecida pelo Conservatório. A experiência do Música do Silêncio mostra como a atividade artística pode acolher diferentes formas de percepção, comunicação e participação, integrando a inclusão à proposta pedagógica e artística da instituição.
A presença do grupo, combinada à participação de pessoas de diferentes faixas etárias, deu à comemoração um significado que foi além do aniversário de 65 anos. A mostra apresentou o Conservatório como um espaço de ensino musical, criação coletiva, pertencimento, profissionalização e cidadania cultural.
Mantido pela Prefeitura de Guarulhos e vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo, o Conservatório Municipal de Artes exerce papel na democratização do acesso à música, na formação de artistas e público e na preservação do patrimônio cultural do município.
O apoio da Secretaria de Cultura e Turismo permite a continuidade das atividades pedagógicas, projetos inclusivos, grupos musicais e apresentações abertas ao público, ampliando o acesso à formação cultural para pessoas de diferentes idades, trajetórias e contextos sociais.
“Celebrar os 65 anos do Conservatório Municipal de Artes é reconhecer uma trajetória construída por gerações de alunos, professores e profissionais que contribuíram para a formação cultural de Guarulhos. A Mostra também evidencia a importância de uma política pública de formação musical que atende diferentes faixas etárias, promove a inclusão e apresenta ao público uma ampla diversidade de gêneros e linguagens musicais”, afirmou o secretário de Cultura e Turismo, João Márcio Vaz.
Ao levar ao Bosque Maia parte da produção realizada atualmente por seus alunos e profissionais, o Conservatório transformou a comemoração em uma espécie de retrato de seus 65 anos de atuação. A história da instituição aparece marcada pela continuidade do ensino público de arte, pela renovação de gerações de estudantes e pelo encontro entre diferentes tradições musicais.
A mostra também reafirmou o Conservatório Municipal de Artes como espaço público de formação, criação e difusão cultural em Guarulhos. Ao apresentar à população o trabalho desenvolvido diariamente por alunos, professores e profissionais, o evento mostrou que a preservação cultural envolve não apenas manter tradições, mas também garantir que elas sejam conhecidas, compartilhadas e reinventadas pelas próximas gerações.



