Estudantes do 5º ano da Escola da Prefeitura de Guarulhos (EPG) Walter Efigênio apresentaram músicas sobre fake news e cyberbullying durante um evento realizado na sexta-feira (23), no anfiteatro do CEU Parque São Miguel. A iniciativa integrou o projeto “Fake News e Cyberbullying – alunos protagonistas na construção do conhecimento” e reuniu cerca de 500 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental, além de integrantes da comunidade escolar, pais e responsáveis.
A apresentação marcou a culminância de um trabalho desenvolvido para incentivar o uso responsável da internet, o pensamento crítico, o respeito ao próximo e a responsabilidade na comunicação digital. Como parte do projeto, os alunos criaram letras de duas músicas, uma sobre notícias falsas e outra sobre o assédio virtual, com apoio de softwares de inteligência artificial na elaboração das melodias.
De acordo com a professora Priscilla Leite dos Santos Olivato, responsável pela turma do 5º ano C, os estudantes participaram ativamente de todas as etapas, desde as pesquisas e a produção dos materiais até os ensaios e as apresentações. A proposta buscou estimular o protagonismo estudantil e transformar os conhecimentos adquiridos em produções próprias.
Pesquisa e criatividade no combate à desinformação

Para compreender os riscos das fake news e do cyberbullying, os alunos investigaram os dois temas e suas consequências. Durante as atividades, refletiram sobre a importância de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las e sobre os impactos das palavras e atitudes no ambiente virtual.
A partir das pesquisas e discussões, as crianças produziram cartazes informativos e começaram a escrever as letras das músicas, registrando ideias e aplicando o que aprenderam em criações autorais.
A inteligência artificial foi utilizada como ferramenta de apoio para a composição das melodias, ampliando as possibilidades de expressão e aprendizagem. Na sequência, os estudantes participaram dos ensaios, prepararam coreografias e organizaram os detalhes das apresentações musicais.
Segundo a professora Priscilla, a experiência permitiu integrar pesquisa, leitura, escrita, criatividade, expressão artística e tecnologia. O trabalho também demonstrou como ferramentas de inteligência artificial podem ser empregadas de maneira crítica, ética e educativa no ambiente escolar.
A diretora em substituição da EPG Walter Efigênio, Jeanne Alves, destacou o orgulho em liderar uma equipe engajada e ressaltou a importância de dar visibilidade à iniciativa. Para ela, abordar temas urgentes do universo digital de forma lúdica reforça o papel transformador da educação e contribui para a formação de estudantes mais conscientes sobre o uso da internet.



